Instituto Federal de Rondônia, o Real Madrid da Campus Party

por Edson Rossi

Dentro da próxima edição da Campus Party, que acontecerá em São Paulo de 12 a 17 de fevereiro, uma das agendas mais prestigiadas é a chamada Campus Future. Trata-se de um programa que seleciona projetos desenvolvidos por estudantes, universitários ou do ensino médio, que proponham soluções tecnológicas com alto potencial de aplicação real. Equipes de todo o país mandam suas ideias e 41 foram escolhidas para a fase final. Destas, oito (20%) saíram do mesmo endereço: o Instituto Federal de Rondônia (Ifro), uma espécie de Real Madrid nesta Champions League da tecnologia.

Os projetos foram feitos por 15 estudantes que têm entre 16 e 30 anos, do ensino médio e superior. Eles olharam para a realidade local – dos oito trabalhos que estarão na Campus cinco têm ligação com o ambiente agrícola –, mas há também propostas que podem ser adotadas em todo lugar. “Criamos uma cultura de pensar soluções para qualquer segmento”, diz Jairo Tschurtschenthaler Costa, coordenador geral da Rede de Incubadoras de Empresas de Rondônia (Redinova), vinculada ao Ifro.

Álamo Conrado Monteiro Junior, Matheus Lemes de Olanda e Paulo Cristiano Marques Pereira Filho formam um dos oito times do Ifro. Eles desenvolveram o projeto de um veículo que colhe informações sobre o solo, como ph, umidade e incidência solar. São todos estudantes do ensino médio. “Fizemos um modelo de seis rodas que utiliza bateria de um carro comum e tem autonomia de quatro horas”, diz Álamo, 17 anos. “Trabalhamos para que funcione também por comando de voz.”

 

Muito do envolvimento dos estudantes do Ifro com a Campus se intensificou em 2018, quando o estado sediou uma versão do evento. A Campus Party trabalha com edições regionalizadas. No ano passado, além do evento nacional aconteceram edições em Brasília, Natal, Porto Velho e Salvador. “Um agenda dessas serve como forte elemento de motivação”, diz Jairo Costa, da instituição de Rondônia. Para a edição nacional eles devem lotar dois ônibus de campuseiros. Serão quase três dias de viagem até rasgar os 3.000km entre Porto Velho e São Paulo. Nada que assuste a turma do Ifro, uma espécie de celeiro de craques da tecnologia.

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